Mudando a perspectiva

Mudando a perspectiva

domingo, 8 de agosto de 2010

fábula da pedra

se pensarmos em nossa vida como uma pedra
e pensarmos que somos responsáveis por essa
e que a conduzimos com nossas mãos
(uma mão segurando uma pedra)
devemos sempre pensar que se nos fecharmos
e nos tornarmos muito individualistas
vamos apertar muito a pedra e acabaremos nos machucando
se a levarmos sem firmeza e sensíveis a tudo
a toda hora a pedra caira de nossas mãos
e quebrará, ou no mínimo havera rachaduras
sendo rígidos ao extremo, quando fecharmos a mão em torno da pedra
iremos no machucar e além disso nof inal acabaremos jogando a pedra no chão, por dor, frustração ou peso
se sempre levarmos a pedra de maneira leve e sem cuidado
cairá tanto que se partira em pedaços
e nada sobrará dela
a pedra continuará intacta
sua mão continuará sem dor
se e somente se
a conduzir com equilibrio, nem forte
nem fraco

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

nada sei

cada vez mais eu acho que sei menos das coisas
e de uma maneira incrível
parece que cada vez que me julgo sem sabedoria
mais eu sei
quando acahva que sabia das coisas
qualquer palha que viesse de forma diferente
era motivo para fazer alta reavaliação de conceitos
agora que acho que nada sei
não me surpreendo quando não sei
e de alguma maneira se torna mais fácil
entender
de alguma maneira

cada vez mais
vejo que quem sabia mesmo
era o meu eu mais novo
que apenas fazia e sabia
o eu de agora
pergunta como que as coisas são
porque as coisas são
o porquê das coisas
sabia antes
ainda mais
quando nem pensva julgar saber
agora que preciso fingir que sei
acho melhor não saber nada
pois assim, sei mais!

verdade

a verdade, na verdade, se encontra dentro de um biscoito chinês!

sexta-feira, 30 de julho de 2010

I wish I wish I wish, I think it never stop (wishlist)

deitei-me:
o teto branco, a cabeça encostada no travisseiro, ainda gelado e confortável.
meu corpo caiu em profundo repouso, não antes que sentisse cada músuculo reclamar e ir relaxando lentamente, o que me fez lembrar de uma pastilha efervescendo num copo d'água.
os pensamentos iam longe, não que a distãncia fizesse destes grandiosas contemplações.
apenas ia... ia, da mesma forma que aquela flor que cai da árvore marginal ao mar e vai, tranquila, indo e indo, mas sempre indo.
tatiei a parte do colchão onde minha mão direita havia se repousado. Como um bicho preguiça, apenas arquiei os dedos e ergui a palma de minha mão à procura de qualquer coisa.
não achei. não achei. encontrei apenas minha própria mão, quando já cansado me pareceu irresistível o fim da procura por algo.
não procurava algo, apenas procurava.
cansara.
meus pensamentos voltados agora a esta questão me levaram a barco ao pensamento (agora sim mais profundo) ao que havia feito.
e se tivesse achado algo quando procurei? teria me sentido bem? teria me feito ficar satisfeito? como poderia ter ficado satisfeito com algo que nem sabia que procurava? ficaria eu satisfeito exatamente por procurar nada e achar algo?
filosofei: não há algo que procuramos apenas a procura em si. há meios de procurar, então procuramos. buscamos sempre algo, algo que se baseia apenas na busca, a emoção se encontra no querer, no ter, e quando temos, a graça se vai, e outra vez procuramos outra coisa, sabendo- se lá o que é. quando não a achamos, nos pesa, fracasso! o sentimento é pobre, é triste (auto-punição), mas mesmo assim ainda queremos e sempre iremos querer, ainda mais se não pudermos ter.

o barbeiro de sev... da genral osório

Já me falaram do marceneiro
suas obras
suas façanhas
e todo o seu capricho
fazendo formas a partir da bruta árvore
transformando casca e raíz em torneadas pernas e braço
cadeira, cama, mesa

ouvi falar também do que escreve
poeta
escritor
que com letras faz palavras
de palavras, frases
e com frases, magia
verso, prosa, estrofe e cia

escutei as harmonias
do que tira som das cordas
e da madeira
que faz sinfonia
com violão e voz
canta e fala o que tem de belo na vida
com o objeto feito pelo marceneiro
com as linhas do poeta
faz verso, cântigo, poema e hamonia

ouvi falar do que casas constroi
pedreiro, arquiteto ou engenheiro
edifica
traz da planta, o físico
do plano, o edifício
ergue em mastro
a supremacia dos que com duas pernas andam
e com uma cabeça, às vezes pensa
faz muro, casa, edifício

arte e arte
arte por arte
e o barbeiro?
passa despercebido
faz a arte
a arte de recortar os cabelos que
apesar de esquentar
cobre a face
é um corte aqui
outro acolá
navalha aqui
navalha lá
é na firmeza
no rápido corte
no passar leve da lâmina
e faz rápido
a arte de nos engraçar

quarta-feira, 28 de julho de 2010

rachaduras no muro celestial

eu ainda perco meu tempo só pra olhar pro céu
em dias que as nuvens se fazem de rebeldes
e descolorem o azul
que cai do tom real
pro da paz
mas que paz?
branco, tolo
pálido
brilha aqui, pois o sol é forte
mas de encanto... nenhum
perco o tempo olhando lá pra cima
e fico com o pescoço doendo
branco por branco
porque não olho então pra mim?
branco por branco
acho melhor ficar dentro do quarto olhando a parede
que por sua vez, tem enfeites
um quadro, uma cor
e esse céu que conspira?
onde está sua vida e sua cor?
géilido
pálido
opa....
por um segundo
um sopro
o vento
e
ali
achou
um espaço entre as nebulosas
que assim como rachadura
revelou o conteudo antes encoberto
rachadura azul
de tão azul e único, se chama celeste
vejo pequenas ranhuras de vida
é o céu que se fez de
morto
caido
ou ferido
e que numa páscoa
reviveu
é por isso que ainda olho pra cima
olho pro nada
e do nada surge vida
é sempre assim
espero
e continuo torcendo
que uma hora
vem uma cor

sexta-feira, 23 de julho de 2010

camaleão

já pensou em ser camaleão?
pois eu já, se você nunca
digo que seria bom

quando quisesse ser verde
me jogaria de qualquer lugar
e atingiria alguma superfície
de qualquer pequena folha
e pronto, verde seria o enfeite

se quisesse ser invisível
buscaria algum muro
e mergulharia nas cores do mundo
marrom, cinza, preto, bege, marfim

já pensou em sumir quando quisesse?
seria genial
pra que magia se no final
o bacana mesmo é ser camaleão

já pensou em ser camaleão sem mudar de cor?
ser assim mutante
em cada situação, em cada momento
ser adaptável?
já pensou em ser camaleão de sentimentos?
a vida é melhor sendo assim, camaleão!