Mudando a perspectiva
quarta-feira, 24 de julho de 2013
Quixoteando
Louco dos moinhos gigantes
Gigantes loucos nos moinhos
se transformando
Disfarce?
De quem? Do louco ou do gigante?
Pra quem via no mundo
Mais do que poderia oferecer
Coloriu o que se podia ver e enteder
Quesada, quixou
criou e encaixou
Do pouco que podia ver
Fez muito mais do que quem não queria crer
Amou num mundo frio
Frio o mundo, pouco fez
Donzelas e fantasias
Fantasiando nelas
No mundo, na rua
Se o que o coração sente
é abstrato
Abstrato viveu
Realidade em sentimento
Sentimento real
É o Dom
dom de poder perceber
Um mundo fantástico
Fantasiado ou não
Viveu doce, do que se tem de doce
Nesse mundo dele, nosso, meu
sábado, 5 de janeiro de 2013
Simples
A vida tem aspectos simples,
mas a necessidade de sobreviver e o medo da morte
trouxeram a sociedade,
e por sua vez, um cardápio de possibilidades para a convivência.
O simples virou ultrapassado e tolo,
e a complexidade supervalorizada.
mas a necessidade de sobreviver e o medo da morte
trouxeram a sociedade,
e por sua vez, um cardápio de possibilidades para a convivência.
O simples virou ultrapassado e tolo,
e a complexidade supervalorizada.
domingo, 30 de dezembro de 2012
Leve você, leve a lua
quando me deparei com você
e via só sua sombra
apenas o contorno
em luz da lua
ao vento e solta
fios de ouro tremulando
com o leve sopro da brisa
que passava e enconstava
em sua cabeça
como um leve afago dos céus
leve contato de quem te conhece
por ter passado horas te desenhando
Vi e me petrifiquei
assim como aqueles que olham
nos olhos da figura
dos mitos que em pedra
tudo transforma
Não como vítima, mas cumplice
de quem comete o crime
de poder te ver em tanta doçura
Em seus olhos
descobri mais calor e
sentimento acolhedor
do que um dia pensei
Doce, tão doce
Quando do choque saí
e pude perceber
via que você se distraía
Olhando para o céu
de uma noite estrelada qualquer
o que me intrigou e me deixou sem respostas
foi tentar saber
se era você que via a lua
ou se era a lua que via você
Quase todas as pétalas de uma flor
Quase todas as flores encantam
Quase todas vivem sendo observadas
Quase todas tem muitos admiradores
Quase todas deixam aqueles que as veem
zonzos>
Zigue-zagueando
pássaros>
Quase todas as flores exalam leve perfume
Quase todas vibram nas cores
Quase todas balançam suave ao vento
Quase todas soltam pétalas que
caindo>
até encostar no _____ chão!
Pra mim, mero observador
Resta o encanto
O silêncio
A admiração
E transformar tudo isso em e-mo-ção!
Quase todas as pétalas de uma flor
Foram feitas pra que fossem vistas
Pelo simples fato de transformar a vida de quem
(as observa)
Cheia de inspiração!
Quase todas vivem sendo observadas
Quase todas tem muitos admiradores
Quase todas deixam aqueles que as veem
Zigue-zagueando
Quase todas as flores exalam leve perfume
Quase todas vibram nas cores
Quase todas balançam suave ao vento
Quase todas soltam pétalas que
Pra mim, mero observador
Resta o encanto
O silêncio
A admiração
E transformar tudo isso em e-mo-ção!
Quase todas as pétalas de uma flor
Foram feitas pra que fossem vistas
Pelo simples fato de transformar a vida de quem
(as observa)
Cheia de inspiração!
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
de dentro do carro
vejo as gotas escorrendo pelo vidro
em rios,
formando teias
teias cristalinas
ramificações claras na lisa superfície
com tanta suavidade
caem na velocidade
tão rápida e tão lenta
quanto precisam
simples
simples assim
passam como seda
e tecem a trilha um rumo,
sem destino norteiam,
desnorteiam sul-sudeste-sudoeste
se dividem e
vão até que secam
gota por gota
deixando no caminho um pouco de si
não muito diferente que a vida
que vivo
e que vivi!
formando teias
teias cristalinas
ramificações claras na lisa superfície
com tanta suavidade
caem na velocidade
tão rápida e tão lenta
quanto precisam
simples
simples assim
passam como seda
e tecem a trilha um rumo,
sem destino norteiam,
desnorteiam sul-sudeste-sudoeste
se dividem e
vão até que secam
gota por gota
deixando no caminho um pouco de si
não muito diferente que a vida
que vivo
e que vivi!
terça-feira, 17 de abril de 2012
Pensamento - o quão rápido é importante?
A grande lição é que o caminho longo e o atalho te levam ao mesmo lugar!
sábado, 14 de abril de 2012
Formigalhas
De tão relaxado e bagunceiro
A vida me acertou em cheio
A vida me acertou em cheio
E salpicou formigas
Em cada pedaço de comida
Que esquecia em cima da mesa
E quanto eu não ficava triste
Porque sempre deixava algum pedacinho
E o quanto isso não significava pra mim
Lembrar do quanto eu sou desligado, relaxado
Quantas vezes não olhei um pedaço maçã
Ir de amarelo pra preto
Pelo bolo de formigas
Amontoadas em cima da fruta
Pensei em analisar as formigas
E procurei entender como que faziam
Pra achar a comida,
Por onde andavam, Por onde marchavam
E nada eu concluia
Em cada pedaço de comida
Que esquecia em cima da mesa
E quanto eu não ficava triste
Porque sempre deixava algum pedacinho
E o quanto isso não significava pra mim
Lembrar do quanto eu sou desligado, relaxado
Quantas vezes não olhei um pedaço maçã
Ir de amarelo pra preto
Pelo bolo de formigas
Amontoadas em cima da fruta
Pensei em analisar as formigas
E procurei entender como que faziam
Pra achar a comida,
Por onde andavam, Por onde marchavam
E nada eu concluia
E foi assim que num belo dia
Deixei um pedaço de maça
De propósito
E fiquei esperando a companhia
Na em pouco tempo, nada em um dia
Havia achado algum problema
E quando me senti pronto a investigar
Algum problema que fizera as formigas não irem
Mais ali na maçã
Uma formiga passou pelo meu braço
E na pequena coceirinha
Entendi que
Na verdade eu não estudava as formiguinhas
Mas elas e eu
Buscavamos entender
O que se passa comigo!
Deixei um pedaço de maça
De propósito
E fiquei esperando a companhia
Na em pouco tempo, nada em um dia
Havia achado algum problema
E quando me senti pronto a investigar
Algum problema que fizera as formigas não irem
Mais ali na maçã
Uma formiga passou pelo meu braço
E na pequena coceirinha
Entendi que
Na verdade eu não estudava as formiguinhas
Mas elas e eu
Buscavamos entender
O que se passa comigo!
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Tão certo quanto a dúvida
Me jogo de um abismo
chamado dúvidas
e arremesso minha alma
para o jogo do cair
do não ter certeza
do nem saber se é melhor
que seja profundo
ou se o chão mais próximo
que seja profundo
ou se o chão mais próximo
diminuirá o impacto
Sei que no que me joguei
vejo dúvidas
Sei que no que me joguei
vejo dúvidas
vejo um quadro de certezas
que não se gostam
Vejo uma de frente pra outra
em pé de guerra,
mas ao mesmo tempo em profundo
silêncio
A certeza não há
as decisões parecem sempre
recair em negativos
Espero que durante a queda,
que tenham criado as asas
pois assim, me liberto
do pulo que dei
e da queda que criei
que não se gostam
Vejo uma de frente pra outra
em pé de guerra,
mas ao mesmo tempo em profundo
silêncio
A certeza não há
as decisões parecem sempre
recair em negativos
Espero que durante a queda,
que tenham criado as asas
pois assim, me liberto
do pulo que dei
e da queda que criei
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Pré-conceito - selecione o texto com o cursor do mouse!
Vivemos criando pequenas
formas
pequenas maneiras de
entender o mundo
é antes do conceito
é antes de se saber
bem antes do conteúdo
é pré, é antes do conceito.
Vivemos acreditando em
pequenas versões
em pequenos aspectos
que criamos para
acreditar que
sabemos o que está ao
nosso redor.
Antes de saber
buscamos acreditar
no que de fato é
e é assim que
se sabe nada
sempre que acreditamos
saber de tudo.
formas
pequenas maneiras de
entender o mundo
é antes do conceito
é antes de se saber
bem antes do conteúdo
é pré, é antes do conceito.
Vivemos acreditando em
pequenas versões
em pequenos aspectos
que criamos para
acreditar que
sabemos o que está ao
nosso redor.
Antes de saber
buscamos acreditar
no que de fato é
e é assim que
se sabe nada
sempre que acreditamos
saber de tudo.
Conceitos: estão por aí.
As palavras se encontram
espalhadas
Perdidas ou escondidas
No vento
Sem pretensão
ariscas e desorganizadas
no sopro do mundo
Somos, então, porto
forma segura
Que captura as idéias e conceitos
formando trens de sentido
Caçadores de pouco significado
domadores do nexo
Encadeando pedaços
na formação de orações.
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Rede da sorte
A sorte
se configura como
oportunidade
ou situação!
Dizem que sortudos são
os bem afortunados
com bolsos fartos
e barrigas estufadas!
Dizem que sortudos são
os que sabem ter calma
são comedidos.
Dizem que sortudos são
os que tem belas mulheres.
Outros comentam que
sortudo é quem tem paz!
Mas por exemplo:
Hoje, pra mim,
sortudo é aquele que,
ao contrário de mim,
não precisa fazer nada!
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Sopros cromáticos
Bonitas canções
são carregadas pelo sopro
do vento das tardes
de dezembro
traçam e marcam
o céu do entardecer
pintam em acordes:
vermelho, rosa e laranja.
Trazem o tom nostálgico
de todas as tardes anteriores,
do dia que se vai
e do mistério do escurecer.
É breve e soa rápido
assim como um harpejo
que ressoa e fica
até que as cordas cessam e param de tocar.
Sem perceber [já se apresenta o luar...
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Cego
Penso e logo não existo,
já que sempre que me ponho a pensar.
O que me vem à cabeça é apenas uma ideia:
a de nada ser longe de ti.
Assim como a fagulha, ínfima, mínima
cai no chão forrado de palha de um celeiro
e inicia o queimar,
assim fizeram seus olhos a mim.
E foi em mero relance
-apenas um ínterim de olhos nos olhos,
alguns segundos, captados por mim como longas novelas
que fizeram de mim um nada.
Incendiaram minha morada, minha alma, meu ser.
Antes cego fosse eu, e não meu amor,
pois assim a luz que refletiu em seus olhos
não pularia para os meus.
Mas sei que, desde então, sou cego, surdo e mudo:
meus sentidos perderam-se em você.
E vivo assim, pensando,
ou melhor, evitando pensar,
pois desde o dia em que te vi
me ponho a lastimar,
já que nossos corpos, assim como dizem os sábios,
não podem ocupar o mesmo lugar.
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Doce de abóbora de papai!
Receita do Doce de Abóbora do meu pai:
Cozinhe meio quilo de abóbora.
Amasse toda a abóbora cozida.
Coloque açucar.
Corte 4 cebolas.
Coloque as cebolas picadas na abóbora amassada.
Pronto!
Cozinhe meio quilo de abóbora.
Amasse toda a abóbora cozida.
Coloque açucar.
Corte 4 cebolas.
Coloque as cebolas picadas na abóbora amassada.
Pronto!
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Diálogos de pai para filho XI
"Raphael! tá acordado?"-Zé raia
"uhnn???"-eu
"Tava dormindo?"-Zé raia
"Não, tava de bobeira..."-eu
"Ahhh! São onze horas!"-Zé raia
"uhnn..!"-eu
"Vim só te falar isso!"-Zé raia
"hn..." -eu
"Sabe se o lixo do seu quarto tá cheio?" -Zé raia
"Sei..!" -eu
"Tá cheio?"-Zé raia
"Não sei..."-eu
"Deve estar não! Tirei ontem!"-Zé raia
"É... eu sei.. me lembro!"-eu
E cada dia eu aprendo como não se deve acordar as pessoas!
"uhnn???"-eu
"Tava dormindo?"-Zé raia
"Não, tava de bobeira..."-eu
"Ahhh! São onze horas!"-Zé raia
"uhnn..!"-eu
"Vim só te falar isso!"-Zé raia
"hn..." -eu
"Sabe se o lixo do seu quarto tá cheio?" -Zé raia
"Sei..!" -eu
"Tá cheio?"-Zé raia
"Não sei..."-eu
"Deve estar não! Tirei ontem!"-Zé raia
"É... eu sei.. me lembro!"-eu
E cada dia eu aprendo como não se deve acordar as pessoas!
Diálogos de pai para filho X
Eu cantarolando no quarto:
"Canto tem que treinar todo dia!" - Zé raia
"Canto tem que treinar todo dia!" - Zé raia
"Uhnn... é mesmo?" - eu
"Uhuum" - Zé raia
"Pra pegar prática! Pode parar não!" - Zé raia
"Hummm... bacana!" - eu
Continuo cantarolando:
"Se para de cantar com frequência acaba perdendo a qualidade!" - Zé raia
"é???" - eu
Continuo cantando:
"Tem cantado todo dia?" - Zé raia
"Cantarolado! Cantado não!" - eu
"Uhnnn...!" - Zé raia
"Então, tem que cantar sempre! Pode ficar no computador sempre não!" - Zé raia
"Estou cantando mal? é isso?" - eu
"Não, não!" - Zè raia
"UHnnn....!" - eu
"Mas é sempre bom cantar todo dia!" - Zé raia
"Isso significa que eu tô cantando e você acha que não tá do jeito que deveria?" - eu
"Não, não! estou só falando!" - Zé raia
"Não estou nem usando nenhuma técnica!" - eu
"Uhnnn...! Por que se não usa todo dia acaba esquecendo?" - Zé raia
"Vou resolver isso!" - eu
"Cantar todo dia?!" - Zé raia
"Não, tô indo pra longe daqui!" - eu
"Uhuum" - Zé raia
"Pra pegar prática! Pode parar não!" - Zé raia
"Hummm... bacana!" - eu
Continuo cantarolando:
"Se para de cantar com frequência acaba perdendo a qualidade!" - Zé raia
"é???" - eu
Continuo cantando:
"Tem cantado todo dia?" - Zé raia
"Cantarolado! Cantado não!" - eu
"Uhnnn...!" - Zé raia
"Então, tem que cantar sempre! Pode ficar no computador sempre não!" - Zé raia
"Estou cantando mal? é isso?" - eu
"Não, não!" - Zè raia
"UHnnn....!" - eu
"Mas é sempre bom cantar todo dia!" - Zé raia
"Isso significa que eu tô cantando e você acha que não tá do jeito que deveria?" - eu
"Não, não! estou só falando!" - Zé raia
"Não estou nem usando nenhuma técnica!" - eu
"Uhnnn...! Por que se não usa todo dia acaba esquecendo?" - Zé raia
"Vou resolver isso!" - eu
"Cantar todo dia?!" - Zé raia
"Não, tô indo pra longe daqui!" - eu
Diálogos de pai para filho IX
Dentro carro, eu no carona, meu pai dirigindo:
"Acho que não vai dar pra passar pai!" - eu
"O viado do motorista do ônibus tá de sacanagem comigo!" - Zé raia
"Não vai dar pra passar pai! se você for pra esquerda pega nele, se for pela direita vai pegar o negócio amarelo pra não estacionar!" - eu
"Não.... deixa que eu vou passar!" - Zé raia
Seguindo para a direita:
"Vai pegar pai!" - eu
"Aonde que eu não tô vendo?" - Zé raia
"Ali! Vai pegar, pai!" - eu
"Tsc...." - Zé raia
"Pára pai, pára! vai pegar, eee viu pegou!" - eu
"Porra, onde que tava isso?! Por que não me avisou que tava pra pegar?!" - Zé raia
"Eu avisei! tô falando aqui!" - eu
"Esse viado desse motorista me ferrando!" - Zé raia
"Acho que não vai dar pra passar pai!" - eu
"O viado do motorista do ônibus tá de sacanagem comigo!" - Zé raia
"Não vai dar pra passar pai! se você for pra esquerda pega nele, se for pela direita vai pegar o negócio amarelo pra não estacionar!" - eu
"Não.... deixa que eu vou passar!" - Zé raia
Seguindo para a direita:
"Vai pegar pai!" - eu
"Aonde que eu não tô vendo?" - Zé raia
"Ali! Vai pegar, pai!" - eu
"Tsc...." - Zé raia
"Pára pai, pára! vai pegar, eee viu pegou!" - eu
"Porra, onde que tava isso?! Por que não me avisou que tava pra pegar?!" - Zé raia
"Eu avisei! tô falando aqui!" - eu
"Esse viado desse motorista me ferrando!" - Zé raia
E fomos para casa com o para-choque quebrado e pintado de amarelo.
Escutando de fora da cozinha:
"É.... já viu o para-choque do carro?!" - Zé raia
"Não! Por quê?!" - minha mãe
"Todo amassado!" - Zé raia
"Ué? Bateu com o carro!?" - minha mãe
"Tirou carteira agora!" - Zé raia
"Quê?!" - minha mãe
"Raphael....." - Zé raia
"ué, mas o que tem ele?!" - minha mãe
"Falta experiência! Depois vê o para-choque! Todo amarelo!" - Zé raia
"Ele bateu com o carro?!" - minha mãe
"Falta experiência...." - Zé raia
"Ele quem amassou?" - minha mãe
"É.... foi! Estou dizendo isso né?!"- Zé raia
"Pai! Já contou pra mãe que você que tava dirigindo?" - eu
"Não, não, isso eu não contei não!" - Zé raia
Escutando de fora da cozinha:
"É.... já viu o para-choque do carro?!" - Zé raia
"Não! Por quê?!" - minha mãe
"Todo amassado!" - Zé raia
"Ué? Bateu com o carro!?" - minha mãe
"Tirou carteira agora!" - Zé raia
"Quê?!" - minha mãe
"Raphael....." - Zé raia
"ué, mas o que tem ele?!" - minha mãe
"Falta experiência! Depois vê o para-choque! Todo amarelo!" - Zé raia
"Ele bateu com o carro?!" - minha mãe
"Falta experiência...." - Zé raia
"Ele quem amassou?" - minha mãe
"É.... foi! Estou dizendo isso né?!"- Zé raia
"Pai! Já contou pra mãe que você que tava dirigindo?" - eu
"Não, não, isso eu não contei não!" - Zé raia
Diálogos de pai para filho IX
Dentro carro, eu no carona, meu pai dirigindo:
"Acho que não vai dar pra passar pai!" - eu
"O viado do motorista do ônibus tá de sacanagem comigo!" - Zé raia
"Não vai dar pra passar pai! se você for pra esquerda pega nele, se for pela direita vai pegar o negócio amarelo pra não estacionar!" - eu
"Não.... deixa que eu vou passar!" - Zé raia
Seguindo para a direita:
"Vai pegar pai!" - eu
"Aonde que eu não tô vendo?" - Zé raia
"Ali! Vai pegar, pai!" - eu
"Tsc...." - Zé raia
"Pára pai, pára! vai pegar, eee viu pegou!" - eu
"Porra, onde que tava isso?! Por que não me avisou que tava pra pegar?!" - Zé raia
"Eu avisei! tô falando aqui!" - eu
"Esse viado desse motorista me ferrando!" - Zé raia
"Acho que não vai dar pra passar pai!" - eu
"O viado do motorista do ônibus tá de sacanagem comigo!" - Zé raia
"Não vai dar pra passar pai! se você for pra esquerda pega nele, se for pela direita vai pegar o negócio amarelo pra não estacionar!" - eu
"Não.... deixa que eu vou passar!" - Zé raia
Seguindo para a direita:
"Vai pegar pai!" - eu
"Aonde que eu não tô vendo?" - Zé raia
"Ali! Vai pegar, pai!" - eu
"Tsc...." - Zé raia
"Pára pai, pára! vai pegar, eee viu pegou!" - eu
"Porra, onde que tava isso?! Por que não me avisou que tava pra pegar?!" - Zé raia
"Eu avisei! tô falando aqui!" - eu
"Esse viado desse motorista me ferrando!" - Zé raia
E fomos para casa com o para-choque quebrado e pintado de amarelo.
Escutando de fora da cozinha:
"É.... já viu o para-choque do carro?!" - Zé raia
"Não! Por quê?!" - minha mãe
"Todo amassado!" - Zé raia
"Ué? Bateu com o carro!?" - minha mãe
"Tirou carteira agora!" - Zé raia
"Quê?!" - minha mãe
"Raphael....." - Zé raia
"ué, mas o que tem ele?!" - minha mãe
"Falta experiência! Depois vê o para-choque! Todo amarelo!" - Zé raia
"Ele bateu com o carro?!" - minha mãe
"Falta experiência...." - Zé raia
"Ele quem amassou?" - minha mãe
"É.... foi! Estou dizendo isso né?!"- Zé raia
"Pai! Já contou pra mãe que você que tava dirigindo?" - eu
"Não, não, isso eu não contei não!" - Zé raia
Escutando de fora da cozinha:
"É.... já viu o para-choque do carro?!" - Zé raia
"Não! Por quê?!" - minha mãe
"Todo amassado!" - Zé raia
"Ué? Bateu com o carro!?" - minha mãe
"Tirou carteira agora!" - Zé raia
"Quê?!" - minha mãe
"Raphael....." - Zé raia
"ué, mas o que tem ele?!" - minha mãe
"Falta experiência! Depois vê o para-choque! Todo amarelo!" - Zé raia
"Ele bateu com o carro?!" - minha mãe
"Falta experiência...." - Zé raia
"Ele quem amassou?" - minha mãe
"É.... foi! Estou dizendo isso né?!"- Zé raia
"Pai! Já contou pra mãe que você que tava dirigindo?" - eu
"Não, não, isso eu não contei não!" - Zé raia
Diálogos de pai pra filho VIII
No dia anterior fora colocado um bilhete na porta da geladeira "Por favor, me acordem mais cedo! Preciso estar de pé mais cedo amanhã! Me acordem mais ou menos dez horas!".
No da seguinte, após abrir a porta e acender a luz do quarto:
"Raphael! Me pediu pra te acordar!" - Zé Raia
"Uhnn......????" - eu
"Tá na hora!"- Zé raia
"huhum... hora de que?" - eu
"Estou te acordando porque você pediu!" - Zé raia
"Uhn..... que horas são?" - eu
"Nove e meia!" - Zé raia
"Mas eu não pedi pra me acordar dez?" - eu
"Mais ou menos dez horas!" - Zé raia
"Então foi menos né?" - eu
Alguns segundos depois:
"Raphael!" - Zé raia
"Eu....!" - eu
"Você não me pediu pra te acordar?" - Zé raia
"Mudei de ideia! - eu
"São nove e trinta e cinco!" - Zé raia
"vou enrolar até ficar passar de dez horas!" - eu
"Por quê?" - Zé raia
"Pra usar o 'mais' do 'mais ou menos' dez e meia!" - eu
"Raphael! Me pediu pra te acordar!" - Zé Raia
"Uhnn......????" - eu
"Tá na hora!"- Zé raia
"huhum... hora de que?" - eu
"Estou te acordando porque você pediu!" - Zé raia
"Uhn..... que horas são?" - eu
"Nove e meia!" - Zé raia
"Mas eu não pedi pra me acordar dez?" - eu
"Mais ou menos dez horas!" - Zé raia
"Então foi menos né?" - eu
Alguns segundos depois:
"Raphael!" - Zé raia
"Eu....!" - eu
"Você não me pediu pra te acordar?" - Zé raia
"Mudei de ideia! - eu
"São nove e trinta e cinco!" - Zé raia
"vou enrolar até ficar passar de dez horas!" - eu
"Por quê?" - Zé raia
"Pra usar o 'mais' do 'mais ou menos' dez e meia!" - eu
terça-feira, 28 de junho de 2011
equilíbrio - introdução sobre a responsabilidade e os valores morais.
Parece que a maioria das coisas que eu leio não são o suficiente.
Jornais, revistas, livros...
Não parece ser tão o que eu procuro, mas procuro!
A hora que lerei com satisfação será depois de poder me assumir como aquele que faz a arte da escrita: somente depois de escrever um livro poderei desfrutar realmente de todo o arquivamento escrito no mundo.
A busca é por uma ideia: sou bom em falar de como minha vida é meio cômica, e gostam disso, não por isso talvez vir a me diminuir, mas sim porque a vida de todos acaba sendo um tanto quanto comédia dramática: é uma topada com o dedo na quina de algo e um "melhor rir do que chorar"!
O que o cotidiano não tem de arte: nada, ele é a pura arte sendo escrita pelo momento e pelas ações de cada um, e de todos.
A história mais engraçada do que aquela em que se supera algo e ainda há a capacidade de abrir um sorriso e rir? não, não há!
Mas não rir da desgraça: é superar, se fortalecer e aí sim respirar fundo e rir, porque você acreditou e não acreditou que daria certo, e deu!
Há algo de muito sábio em se falar da responsabilidade em cada momento da vida, mas ainda há algo maior que isso, não somente a noção de que você escolhe e age aqui e agora fazendo sua existência: há o aspecto do equilíbrio.
Não é somente a responsabilidade, mas a noção do equilíbrio atuando na responsabilidade.
Não há como definir um quadro de condutas, condutas certas ou erradas, a questão subjetiva acaba trazendo uma questão de ponto de vista, no entanto, é natural, ou é de lei natural, o equilíbrio.
Sendo assim, na falta de um critério, pela diversidade de crenças individuas, preza-se pelo equílibrio.
A falta e o excesso de algo é prejudicial: aquele que pouco fala não expõe, e o que fala muito é insuportável.
A falta de atitudes leva a uma atitude ainda mais retraída e sem defesas pelo que se pensa, já o excesso esmaga os outros e causa a antipatia.
Jornais, revistas, livros...
Não parece ser tão o que eu procuro, mas procuro!
A hora que lerei com satisfação será depois de poder me assumir como aquele que faz a arte da escrita: somente depois de escrever um livro poderei desfrutar realmente de todo o arquivamento escrito no mundo.
A busca é por uma ideia: sou bom em falar de como minha vida é meio cômica, e gostam disso, não por isso talvez vir a me diminuir, mas sim porque a vida de todos acaba sendo um tanto quanto comédia dramática: é uma topada com o dedo na quina de algo e um "melhor rir do que chorar"!
O que o cotidiano não tem de arte: nada, ele é a pura arte sendo escrita pelo momento e pelas ações de cada um, e de todos.
A história mais engraçada do que aquela em que se supera algo e ainda há a capacidade de abrir um sorriso e rir? não, não há!
Mas não rir da desgraça: é superar, se fortalecer e aí sim respirar fundo e rir, porque você acreditou e não acreditou que daria certo, e deu!
Há algo de muito sábio em se falar da responsabilidade em cada momento da vida, mas ainda há algo maior que isso, não somente a noção de que você escolhe e age aqui e agora fazendo sua existência: há o aspecto do equilíbrio.
Não é somente a responsabilidade, mas a noção do equilíbrio atuando na responsabilidade.
Não há como definir um quadro de condutas, condutas certas ou erradas, a questão subjetiva acaba trazendo uma questão de ponto de vista, no entanto, é natural, ou é de lei natural, o equilíbrio.
Sendo assim, na falta de um critério, pela diversidade de crenças individuas, preza-se pelo equílibrio.
A falta e o excesso de algo é prejudicial: aquele que pouco fala não expõe, e o que fala muito é insuportável.
A falta de atitudes leva a uma atitude ainda mais retraída e sem defesas pelo que se pensa, já o excesso esmaga os outros e causa a antipatia.
O ser-humano é responsável pelo que faz e por suas escolhas, e isso traz pro homem uma responsabilidade e uma tarefa de pensar antes de fazer, já que isso irá repercutir no seu futuro (próximo ou longíquo). Mas e escolha? Como escolher? Procurar um hall de idéias na religião, nas leis, no que se preza como moral? Todas essas alternativas mostram escolhas e sendo assim, questões subjetivas. A única maneira de escolher o que é certo sendo imparcial é buscando o equilíbrio: nem o que é de pouca intensidade, nem o que é de muita.
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